A Bíblia, como a temos hoje em forma de códice (ou livro) é dividida respeitando uma ordem temática, não cronológica. Ela está dividida em dois testamentos e 66 livros (39, no A.T. e 27 no N.T.).
1) O ANTIGO TESTAMENTO (Antes de Jesus)
O Antigo testamento, como temos hoje em nossa Bíblias já estava completo quando Jesus veio à Terra. O número de livros só difere porque dividimos Samuel, Reis, Crônicas, etc., em dois livros cada um; os judeus também consideram os Profetas Menores como um único livro. A ordem também é diferente, pois os judeus buscaram a proximidade de uma ordem cronológica.
Vejamos a divisão dos livros do A.T., com suas abreviaturas mais utilizadas:
PENTATEUCO (Livros escritos por Moisés)
Gênesis (Gn)
Êxodo (Ex)
Levítico (Lv)
Números (Nm)
Deuteronômio (Dt)
HISTÓRICOS
Josué (Js)
Juízes (Jz)
Rute (Rt)
1 e 2 Samuel (1 e 2 Sm)
1 e 2 Reis (1 e 2 Re)
1 e 2 Crônicas (1 e 2 Cr)
Esdras (Ed)
Neemias (Ne)
Ester (Et)
POÉTICOS
Jó (Jó)
Salmos (Sl)
Provérbios (Pv)
Eclesiastes (Ec)
Cantares ou Cântico dos Cânticos (Ct)
PROFETAS MAIORES
Isaías (Is)
Jeremias (Jr)
Lamentações de Jeremias (Lm)
Ezequiel (Ez)
Daniel (Dn)
PROFETAS MENORES
Oséias (Os)
Joel (Jl)
Amós (Am)
Obadias (Ob)
Jonas (Jn)
Miquéias (Mq)
Naum (Na)
Habacuque (Hc)
Sofonias (Sf)
Ageu (Ag)
Zacarias (Zc)
Malaquias (Ml)
2) O NOVO TESTAMENTO (A partir de Jesus)
Antes do final do primeiro século, o Novo Testamento já estava todo escrito, restando apenas o trabalho de organizá-lo de maneira canônica.
Os 27 livros canônicos do Novo Testamento estão organizados da seguinte maneira:
EVANGELHOS
Mateus (Mt)
Marcos (Mc)
Lucas (Lc)
João (Jo)
HISTÓRICO
Atos dos Apóstolos (At)
EPÍSTOLAS PAULINAS
Romanos (Rm)
1 e 2 Coríntios (1 e 2 Co)
Gálatas (Gl)
Efésios (Ef)
Filipenses (Fp)
1 e 2 Tessalonicenses (1 e 2 Ts)
1 e 2 Timóteo (1 e 2 Tm)
Tito (Tt)
Filemom (Fm)
EPÍSTOLA - AUTOR DESCONHECIDO
Hebreus (Hb)
EPÍSTOLAS UNIVERSAIS
Tiago (Tg)
1 e 2 Pedro (1 e 2 Pe)
1, 2 e 3 João (1, 2 e 3 Jo)
Judas (Jd)
REVELAÇÃO
Apocalipse (Ap)
3 - CAPÍTULOS E VERSÍCULOS
No original, os livros da Bíblia não eram divididos por capítulos. Essa divisão foi feita, evidentemente, para facilitar a leitura e a localização de textos específicos.
As primeiras divisões foram feitas em 586 a.C., quando o Pentateuco foi dividido em 154 partes. Cinqüenta anos depois foi dividido em mais 54 divisões e em 669 segmentos menores.
Os gregos fizeram divisões por volta de 250 A.D.
Os primeiros sinais indicativos de versículos variavam desde espaços entre palavras até letras e números. As primeiras divisões padronizadas de versículos surgiram por volta de 900 A.D.
O atual sistema de divisão de capítulos da Bíblia, foi realizada por Estêvão Langton (professor da Universidade de Paris e arcebispo de Cantuária), em 1227 A.D.
Fonte: Escola da Bíblia
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
A Divisão da Bíblia (A Bíblia - Parte III)
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Dia do Músico - 22 de novembro
Adota-se o termo músico quando nos referimos a qualquer pessoa ligada diretamente à música, em caráter profissional ou amador, exercendo alguma função no campo de música, como a de tocar um instrumento musical, cantando, escrevendo arranjos, compondo, regendo, ou dirigindo um grupo coral ou algum grupo de músicos, como orquestras, bandas, big band de Jazz, ou ainda lecionando, trabalhando no campo de educação, em terapia musical.
E pra comemorar essa data quero mostrar um músico muito especial. Um pianista chinês sem braços.
O pianista chinês sem braços Liu Wei fará sua primeira turnê mundial para apresentar sua habilidade especial, mostrando ao público internacional a destreza com os dedos dos pés.
Liu nasceu em Pequim e perdeu os dois braços aos 10 anos de idade quando foi eletrocutado durante uma brincadeira de esconde-esconde. Ele conquistou a fama no país tocando piano com os dedos do pé durante o show de talentos de sucesso 'China's Got Talent.'
A versão chinesa do programa estreou em maio, e a semifinal foi a mais vista no país.
Gravações de suas apresentações foram rapidamente difundidas pela Internet, transformando Liu em um sucesso imediato, semelhante a artistas que disputaram o 'Got Talent' em outros países, como Susan Boyle e Paul Potts. (Assista a um vídeo de Liu tocando)
Apesar de precisar de ajuda nas tarefas do dia-a-dia, como comer e beber, Liu estava determinado em treinar os dedos do pé para tocar o piano, e começou a aprender sozinho há cinco anos, praticando até sete horas por dia.
'Sinto que não sou diferente de outras pessoas. Perdi meus dois braços, mas ainda posso fazer as coisas de que gosto. Acho que é isso que outras pessoas valorizaram em mim', disse ele.
O itinerário de Liu inclui Hong Kong, Paris, Viena e Taipei.
(Reportagem da Reuters Television)
sábado, 13 de novembro de 2010
O Baixo Elétrico
Marcelo Mariano fala sobre o baixo elétrico no quadro Meu Instrumento do programa Radiola na TV Cultura.
Nos anos 50, o grande problema dos contrabaixistas da época era o transporte de seu instrumento, delicado (por ser feito de madeira) e extremamente pesado, até que no ano de 1951 um técnico em eletronica de 42 anos chamado Leo Fender criou o baixo elétrico. O instrumento, batizado de Precision, ficou rapidamente conhecido como Fender Bass. Seu modelo era mais dinâmico e diferente do que o modelo do contrabaixo classico.
O primeiro baixista a se apresentar com o Precision foi William "Monk" Montgomery (irmão mais velho do guitarrista virtuose Wes Montgomery) em turnês ao vivo com a banda de jazz de Lionel Hampton. Bill Black, que tocava baixo na banda de Elvis Presley, adotou o Fender Precision em 1957.
Como na guitarra elétrica, as vibrações nas cordas causam um sinal elétrico a ser criado nos captadores, que são amplificados e reproduzidos por meio de um amplificador. Vários componentes elétricos e configurações do amplificador podem ser usadas para alterar o timbre do instrumento.
domingo, 7 de novembro de 2010
O Cânon (A bíblia - Parte II)
A palavra cânon tem raiz na palavra “cana”, “junco”. O junco era usado para medir e, por fim, veio a significar padrão. Mais tarde teve o sentido de lista ou rol.
Na questão da Bíblia, cânon significa “uma lista de livros oficialmente aceito”.
Possivelmente houve cinco princípios orientadores, empregados para determinar se um livro do N.T. era ou não canônico.
Revela autoridade?
É Profético?
É autêntico?
É dinâmico?
Foi aceito, guardado, lido e usado?
1) O CÂNON DO ANTIGO TESTAMENTO
A Bíblia foi um dos primeiros livros importantes a ser traduzido (Septuaginta: tradução em grego do A.T. hebraico, por volta de 250 a.C.) A Septuaginta trazia os mesmos livros que compõem o atual Cânon veterotestamentário.
Mileto, bispo de Sardes, elaborou a mais antiga lista do cânon do Antigo Testamento, em 170 A. D.
2) O CÂNON DO NOVO TESTAMENTO
O fator básico para determinar a canonicidade do N.T. foi a inspiração divina, e o principal teste da inspiração foi a apostolicidade, que inclui a autoria apostólica ou a aprovação apostólica.
Atanásio de Alexandria (367 A.D.) nos apresenta a mais antiga lista de livros do N.T. que é exatamente igual a nossa atual.
Irineu (180 A.D.); A importância de Irineu está no seu vínculo com a era apostólica. Seus escritos confirmam os reconhecimentos canônicos dos quatro evangelhos, Atos, Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Coossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteos, Tito, 1 Pedro e 1 João e Apocalipse.
Quando finalmente o Concílio da Igreja - o Sínodo de Hipona (393 A.D.) - elaborou uma lista dos 27 livros do N.T., não lhes conferiu qualquer autoridade que já não possuíssem, mas simplesmente registrou a canonicidade previamente estabelecida.
3) LIVROS APÓCRIFOS
A palavra apócrifo vem do termo grego apokruphos e significa "oculto" ou "escondido".
Jerônimo que viveu no quarto século foi o primeiro a chamar de apócrifos esse grupo de livros no Antigo e no Novo Testamento e que são aceitos pela Igreja Católica.
Vejamos algumas razões para que os livros apócrifos não terem entrado na lista dos canônicos:
* Estão repletos de discrepâncias históricas e geográficas.
* Ensinam doutrinas falsas ou confusas que divergem do restante do contexto das Escrituras Sagradas.
* Apelam para estilos literários e apresentam uma artificialidade no trato dos assuntos, com um estilo que destoa das Escrituras.
* Faltam-lhes os elementos que conferem caráter divino, como, por exemplo, a autoridade profética.
3a) Apócrifos do Antigo Testamento
1 Esdras: fala da volta dos judeus da Babilônia, mas acrescenta muito material lendário.
2 Esdras: uma obra apocalíptica. Segundo dizem, Martinho Lutero ficou tão confuso com esse livro que o jogou em um rio.
Tobias: um breve romance. A afirmação contida neste livro de que as esmolas trazem o perdão dos pecados é claramente contrária às Escrituras.
Judite: uma obra fictícia e farisaica.
Adições a Ester: possui longas orações atribuídas a Mordecai e a Ester.
Sabedoria de Salomão
Eclesiástico: Em seus sermões John Wesley cita inúmeras vezes este livro.
Baruque
A história de "Susana": equivalente ao capítulo 13 do livro de Daniel.
Bel e o Dragão: equivalente ao capítulo 14 de Daniel.
O Cântico dos Três Hebreus
A Oração de Manassés
1 Macabeus: é talvez o mais valioso livro apócrifo, pois descreve as façanhas dos três irmãos macabeus - Judas, Jonatã e Simão.
2 Macabeus: relata as vitória de Judas Macabeus. Geralmente se considera que é um livro de caráter mais lendário que 1 Macabeus.
3b - Testemunho histórico sobre a não inclusão desses livros no Cânon.
Filo um filósofo judeu de Alexandria (20 a.C. - 40 A.D.), citou muito o A.T., mas jamais citou apócrifos como sendo inspirados.
O historiador judeu Josefo (30-100 A.D.) exclui claramente os apócrifos. Também não os cita como Escrituras.
Jesus e os escritores do N.T. nem uma única vez citam os apócrifos.
Os estudiosos judeus reunidos em concílio em 90 A.D. não reconhecem os apócrifos.
Nenhum concílio da igreja cristã, até o quarto século, reconheceu os apócrifos como inspirados.
Muitos dos grandes Pais da Igreja atacaram pesadamente os apócrifos, como Orígenes, Cirilo de Jeruslém e Atanásio.
Jerônimo (340-420 A.D.), o grande erudito e tradutor da Vulgata, rejeitou que os apócrifos fizessem parte do Cânon.
Durante a reforma muitos estudioso católicos rejeitaram os apócrifos.
Não foi senão em 1546 A.D., numa atitude polêmica tomada no Concílio de Trento, dentro da Contra-Reforma, que os livros apócrifos receberam pleno reconhecimento canônico por parte da Igreja Católica Romana.
3c - Principais Apócrifos do Novo Testamento
As epístolas de Pseudo-Barnabé
Epístola de Clemente
Pastor de Hermas
Didaquê
Apocalipse de Pedro
Os Atos de Paulo e Tecla
Epístola aos Laodicenses
Evangelho segundo os Hebreus
As Sete Epístolas de Inácio
Fonte: Escola da Bíblia
sábado, 30 de outubro de 2010
Você conhece os buskers?
São Paulo terá 1.º Festival Internacional de Música no Metrô.
Evento joga luz sobre classe ilegal por aqui, mas que lá fora já tem até nome: os buskers estão chegando!
A cena é rara em São Paulo. Músicos em metrô aqui, ao contrário do que ocorre em estações nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, só são permitidos em programas específicos. Assim, a notícia ganha mais força: entre os dias 8 e 12 de novembro, dez estações paulistanas serão palcos do I Festival Internacional de Músicos do Metrô. Além de artistas de São Paulo, virão nomes selecionados pela internet de outros oito países, acostumados a acertar uma plateia de passantes imprevisível.
O pai da ideia é Marcelo Beraldo, 36 anos, produtor e empresário que viu a luz no fim de um túnel do metrô de Manhattan. "Foi lá, vendo aqueles buskers, que tive a ideia." Ao voltar ao Brasil, apresentou o projeto de um festival mundial ao Metrô de São Paulo e, mesmo sem ok, saiu por dez das maiores estações do mundo em busca de informação e histórias.
Assista ao vídeo que mostra músicos de metrô pelo mundo:
Confira o perfil, de alguns músicos que vão tocar no Metrô Vila Madalena:
Ana Góes (sax)
Apesar de tocar sax há apenas 2 anos, Ana trará temas de Ray Charles e Greg Fishman. "Toquei uma vez na rua Unchained Melody e foi emocionante. As pessoas dançavam, um casal parou para se beijar".
Vibrafone Chorão
O trio faz um choro moderno, com vibrafone, violão de sete e bandolim. "Vamos mostrar músicas também do chorão Esmeraldino Sales", diz Ricardo Valverde, o vibrafonista.
Pedro Loop (guitarra)
Pedro vai trazer músicas próprias e temas de Luiz Gonzaga, Bob Marley e Jaco Pastorius. "Faço as músicas com gravações de base, chamadas loop"
Rafael Masgrau (guitarra)
Rafael vai chegar com mais peso. Seu forte são músicas do Led Zeppelin, The Doors, Deep Purple, Metallica e Pantera.
Vadim Klokov (fagote)
Vadim, russo radicado em São Paulo, vai tocar fagote e duduk e mostrar jazz e música clássica, além de sons eletrônicos
Programação:
Alguns músicos de rua de São Paulo que estarão no festival (de 8 a 11 de novembro, das 11h às 13h e das 17 às 19h; na sexta, dia 12, jam session às 17h na estação Sé.) estações: Luz, Ana Rosa, Vila Madalena, Corinthians Itaquera, Tatuapé, Brás, Sé, Anhangabaú, República e Palmeiras-Barra Funda.
Fonte: http://estadao.br.msn.com/cultura/artigo.aspx?cp-documentid=26157964
Vamos torcer para que tenha sucesso em SP e que esse tipo de evento venha para o Rio de Janeiro também!
sábado, 16 de outubro de 2010
A Bíblia
A Bíblia Sagrada é a única regra de fé e prática da nossa igreja, bem como de todas as igrejas genuinamente "evangélicas". Embora os diversos ministérios ou denominações evangélicas tenham divergências em pontos menores de ordem doutrinária, eclesiástica, litúrgica ou administrativa, têm em comum a Bíblia como livro sagrado, como Palavra de Deus.
Um crente em Jesus que não conhece a Bíblia, é como um soldado que não conhece suas armas. Assim como um soldado displicente, o discípulo de Jesus que despreza o conhecimento bíblico é uma presa fácil para o inimigo.
I - COMO A BÍBLIA FOI PREPARADA
1) MATERIAL PARA ESCRITA
Muitos materiais foram utilizados nos primórdios da escrita. Peles de animais, pedra, cerâmica, argila ou cera, por exemplo. Vamos citar aqui os dois principais materiais utilizados para a escrita bíblica.
1a - Papiro
Um dos motivos para a impossibilidade de se encontrar os manuscritos originais da Bíblia era o material muito frágil utilizado nos tempos bíblicos, para escrita.Dentre os materiais antigos utilizados para a escrita, um dos mais comuns era o papiro. Era um junco, uma planta aquática abundante no Egito e na Síria. Inclusive o porto de Byblos, na Síria, era um dos portos onde mais se comercializava o papiro. A palavra grega para livro (biblos) talvez se origine desse nome. Outra curiosidade é que a palavra portuguesa "papel" originou-se do termo grego "papyros", ou papiro.
Eram retiradas as películas que envolvem o caule do papiro. Essas películas eram cortadas no sentido longitudinal, depois eram socadas e prensadas em várias camadas. Quando seca, a superfície embranquecida era polida com uma pedra.
O mais antigo fragmento de papiro de que se tem notícia data de 2400 a.C. Até por volta do terceiro século depois de Cristo, esse junco continuou sendo largamente utilizado como material de escrita.
Embora seja um material frágil, quando guardado em regiões secas e desérticas ou em cavernas costuma ser mais facilmente preservado. Em uma caverna em Qumram, foram encontrados os famosos "rolos do Mar Morto" em 1947.
1b - Pergaminho
Essa palavra designa peles de ovelhas, cabras, antílopes e outros animais. Essas peles eram tosadas e raspadas a fim de se obter um material mais durável para a escrita. A cidade de Pérgamo deu origem a essa palavra pergaminho, pois foi uma das pioneiras na produção desse material.
2) FORMAS DOS LIVROS ANTIGOS
2a - Rolos
Eram folhas de papiro coladas uma ao lado da outra, enroladas num bastão. O tamanho de um rolo era limitado devido à dificuldade de transportá-lo. Em geral os rolos tinham entre seis e dez metros. Certamente foi em um rolo assim que Jesus proferiu a sua mensagem na sinagoga de Nazaré (Lc 4.18).
2b - Códice
A forma de códice é a forma de livro como conhecemos hoje. Historiadores afirmam que o Cristianismo foi um dos principais motivos para o desenvolvimento de formato do códice. Mas, como já falamos acima, até o terceiro século depois de Cristo ainda havia escritores clássicos utilizando-se dos rolos de papiro.
Fonte: Escola da Bíblia
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Ter prazer na Sua lei
"Como é feliz aquele
que não segue o conselho dos ímpios,
não imita a conduta dos pecadores,
nem se assenta na roda dos zombadores!
Ao contrário, sua satisfação
está na lei do SENHOR,
e nessa lei medita dia e noite.
É como árvore plantada
à beira de águas correntes:
Dá fruto no tempo certo
e suas folhas não murcham.
Tudo o que ele faz prospera!"
(Salmos 1:1-3)
terça-feira, 7 de setembro de 2010
O café nosso de cada dia
Bebida controversa e ao mesmo tempo unanimidade nacional, o café volta à pauta do dia. O cientista Tomas De Paulis, da norte-americana Vanderbilt University Institut for Coffee Studies acaba de realizar 19 mil testes com a bebida. O resultado das pesquisas mostra que o efeito benéfico é maior do que se pensa. De Paulis diz que crianças que tomam café com leite uma vez ao dia têm menos chance de desenvolver depressão do que aquelas que não consomem a bebida.
Mas as novidades não param aí. "Quem já não ouviu falar que o consumo de café interfere na absorção do cálcio e pode acelerar a osteoporose? Ou que o café está associado a males do estômago, à agitação e pode causar dependência? O fato é que o café, que já foi símbolo da economia do Brasil, também pode trazer benefícios à saúde", diz Fábio Ravaglia, presidente do Instituto de Ortopedia e Saúde e membro do corpo clínico externo do Hospital Albert Einstein e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
Tanto De Paulis quanto Ravaglia fazem parte de um grupo entusiasta de pesquisadores que têm revelado os efeitos positivos do café. Dizem que a bebida reduz o colesterol, auxilia no combate a doenças coronarianas, proporciona efeitos antidepressivos, reduz o risco do Mal de Parkinson, protege contra diabetes do tipo 2, desenvolve ação antioxidante e auxilia em processos de emagrecimento e na prevenção de alguns tipos de câncer (cólon e reto).
"Há estudos recentes, inclusive, que indicam que substâncias presentes no café podem prevenir demências e Alzheimer e que o consumo moderado e regular inibe o alcoolismo e a depressão", afirma Ravaglia. Ele observa que, no Brasil, a Fundação Zerbini assinou, em 2006, um protocolo com a Associação Brasileira da Indústria do Café para a criação da Unidade de Pesquisa Café-Coração do Incor, que até hoje tem conduzido pesquisas sobre a bebida.
Entre as novidades das pesquisas foi apontado que o cafezinho está associado a um menor risco do desenvolvimento de diabetes tipo 2, pois o café contém anti-oxidantes que ajudam a controlar o dano causado às células que contribuem para o de-senvolvimento da doença. "Pessoas que bebem de quatro a seis xícaras de café por dia têm 28% menos chances de desenvolver a doença, enquanto as que consomem uma ou duas xícaras têm maiores chances de desenvolver diabetes tipo 2", diz Ravaglia.
Ele diz que o Kaiser Permanente, instituto localizado na Califórnia, apontou, ainda, que o café ajuda a prevenir a cirrose alcoólica, doença crônica do fígado causada pelo alcoolismo. O estudo reuniu informações de 125.580 pacientes sobre o consumo de café, álcool e chá, e as comparou com registros de casos de cirrose nesses pacientes, o que demostrou que quanto maior a quantidade de café ingerido, menores as probabilidades de desenvolvimento da doença.
"A revista médica norte-americana Neurology indicou que a cafeína pode, ainda, retardar a deterioração mental em idosas. O efeito foi observado em mulheres com mais de 65 anos que consumiam mais de três xícaras de café por dia. A substância não teve o mesmo resultado nos homens. Os efeitos benéficos da bebida sobre a memória de portadores de doenças degenerativas ocorre porque a cafeína age no sistema nervoso central como um estímulo", diz o ortopedista.
Além disso, pesquisadores do Centro de Transtornos Motores, ligado ao Centro Médico da Duke University da Carolina do Norte (EUA), afirmaram que membros de famílias afetadas pelo Mal de Parkinson que fumam e bebem café em grandes quantidades têm menos probabilidades de desenvolver a doença, apesar de correrem outros riscos ao adotar esses hábitos.
Estudos mostram que o risco cardiovascular pode diminuir com o consumo de café. Após acompanhar, por 15 anos, mais de 27 mil mulheres com idades entre 55 e 69 anos, pesquisadores noruegueses descobriram que as mulheres que bebiam de uma a três xícaras de café ao dia reduziam o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares em 24% em relação àquelas que não bebiam café.
No entanto, à medida que a quantidade de ingestão do café aumentava, o benefício decrescia. Com mais de seis xícaras ao dia, o risco não era reduzido de forma significativa. Ainda sim, depois de um filtro de controle por idade, consumo de cigarros e de álcool, as mulheres que bebiam de uma a cinco xícaras ao dia reduziram o risco de morte por qualquer uma das causas em 19%.
"No momento, colocado na balança, o impacto positivo do café parece superar os eventuais impactos negativos, o que nos anima a continuar saboreando a bebida", diz Ravaglia. Mas ele avisa que o número máximo deve ser de seis xícaras por dia, para não ocorrer saturação de cafeína. "E o café feito em casa deve ser ingerido até 15 minutos depois de coado, senão a bebida oxida."
Fonte: Revista Cafeicultura (Fevereiro de 2008)
