quinta-feira, 10 de outubro de 2013
O veneno está na mesa
sábado, 22 de setembro de 2012
Dia Mundial Sem Carro
O Dia Mundial Sem Carro (dia 22 de setembro) é um movimento que começou em algumas cidades da Europa nos últimos anos do século 20, e desde então vem se espalhando pelo mundo, ganhando a cada edição mais adesões nos cinco continentes. Trata-se de um manifesto/reflexão sobre os gigantescos problemas causados pelo uso intenso de automóveis como forma de deslocamento, sobretudo nos grandes centros urbanos. Os automóveis são os grandes responsáveis pela poluição nas cidades. Portanto, quanto menos combustível for consumido, menos poluentes serão emitidos, amenizando o impacto do uso do carro tanto na saúde das pessoas quanto no ambiente. A cada quilômetro rodado, um automóvel lança no ar 430 gramas de dióxido de carbono (CO2), um dos gases do efeito estufa, e 2 gramas de monóxido de carbono (CO), gás que reduz a capacidade do sangue de transportar oxigênio. Ao evitar rodar 20 km por semana, é possível deixar de emitir por ano cerca de 440 kg de dióxido de carbono na atmosfera. A poluição do ar, que tem os carros como principais responsáveis, provoca a morte de 3 milhões de pessoas por ano no mundo. Veja também: • O Diesel do Inferno • Motoristas Patetas • Guerra Urbana
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Uma pilha pode contaminar o solo por cerca de 50 anos
Alguns objetos muito comuns no dia-a-dia doméstico têm, em sua composição, elementos químicos considerados perigosos, como mercúrio, cádmio, níquel, zinco, manganês e chumbo. Esses materiais estão nas lâmpadas fluorescentes, pilhas, tintas, restos de produtos de limpeza, embalagens de aerossóis – coisas sem as quais não conseguimos viver – e podem causar grandes estragos no meio ambiente e na saúde humana, caso não sejam descartados apropriadamente. No Brasil, são produzidas aproximadamente 800 milhões de pilhas comuns por ano. Cada uma tem o poder de contaminar o solo por cerca de 50 anos. Nem todos os tipos de pilhas e baterias apresentam o mesmo risco ambiental, mas lançá-las ao lixo comum é um erro recorrente. E grave. As pilhas e baterias em maior número no mercado são as não-recarregáveis de zinco-carbono, com baixos teores de mercúrio. São aquelas pequenas, que você usa no controle remoto ou no relógio de parede. As recarregáveis do tipo níquel-cádmio, assim como as baterias de carros, são de alto risco ambiental. O mercúrio é considerado o elemento mais tóxico para o homem e grandes animais, podendo causar, dentre outras coisas, perda de memória, alterações de metabolismo, irritações a pele e danos ao sistema respiratório. O chumbo, também encontrado em tintas (como essas usadas em sinalização de trânsito), inseticidas e vidros, também causa perda de memória, dores de cabeça, distúrbios digestivos e tremores musculares. Os dois componentes também são usados na fabricação das lâmpadas fluorescentes. Por isso, é importante não descartá-las no lixo comum. Os componentes tóxicos que contaminam o solo e a água chegam a animais e vegetais de regiões próximas e, pela cadeia alimentar, atingem a nós, seres humanos. Muitos resíduos contaminam por meio de inalação e pela pele, além de serem “cumulativos”, ou seja, continuam no organismo mesmo depois de anos. O que fazer? O importante é buscar o descarte correto para esses materiais em postos especiais de coleta em supermercados, estabelecimentos comerciais e redes de assistência técnica. Saiba quais são as novas maneiras de usar, descartar, transportar e reciclar esses materiais que entraram em vigor no início de setembro. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Assuntos Relacionados: * O Diesel do Inferno
quarta-feira, 20 de junho de 2012
O diesel do inferno

O que todos suspeitávamos há décadas e décadas foi finalmente confirmado por autoridades. A fumaça do escapamento de motores a diesel é um agente causador de câncer, afirmou no dia (12/06/2012) um grupo de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS). O grupo de estudos concluiu que a fumaça de escapamento é responsável por casos de câncer de pulmão e pode, também, causar tumores na bexiga. (Ver na íntegra). Mas sinto te informar que essa não é a pior notícia. Veja por quê, no texto abaixo, do escritor Célio Pezza: O DIESEL DO INFERNO O inferno sempre foi mostrado como sendo um local de sofrimentos, muito quente e cheio de enxofre no ar. Modernamente, seria como um local fechado e cheio de caminhões brasileiros desregulados e soltando pelo escapamento aquela conhecida fumaça escura e cheia de enxofre. Por que caminhões brasileiros? Pela simples razão de que o Brasil é um dos países que consome o pior diesel do mundo em termos de enxofre contido. O enxofre é um dos maiores poluentes da atmosfera e causador da chuva ácida, que tanto mal faz ao meio ambiente. Quando o então presidente Collor falou que os carros brasileiros eram carroças, ele se esqueceu de dizer que os combustíveis também eram condizentes com as carroças. Infelizmente, após mais de 20 anos, muito pouco mudou neste cenário. A Europa, o Japão e muitos outros países utilizam um diesel com 10 ppm (partes por milhão) de enxofre. Nos EUA, o limite é 15 ppm. Aqui no Brasil, é fabricado diesel com 1.800-2.000 ppm para a frota em geral e 500 ppm para consumo somente em algumas cidades onde a poluição é crítica. Em 2002, o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) determinou que fosse utilizado um diesel com 50 ppm a partir de 2009. Quando o prazo se esgotou, a ANP (Agencia Nacional de Petróleo), a Petrobrás e as montadoras, disseram ser impossível cumprir a determinação. Ela acabou sendo adiada e até hoje não foi cumprida. Agora, neste início de 2012, voltam a falar sobre os projetos de produção de um diesel mais limpo, com 50 ppm de enxofre, como sendo um grande avanço, quando na Europa já se fala em 5 ppm. Em outras palavras, o nosso diesel atual é 200 vezes mais poluente que o diesel europeu e as determinações do Conama vão sendo descumpridas e adiadas. Os nossos carros são mais caros, de pior qualidade, utilizam motores obsoletos em seus países de origem, consomem mais combustível e poluem muito mais. Como explicar isto? Certa vez, quando questionado sobre os altos preços dos seus carros no Brasil, o presidente da Peugeot argumentou: por que a Louis Vuitton deveria baixar os preços de suas bolsas no Brasil? Um executivo da Mercedes-Benz foi mais taxativo: por que baixar o preço se o consumidor paga? Da mesma forma, por que fazer um diesel de melhor qualidade, se o consumidor usa qualquer coisa? Em contrapartida, respiramos um ar mais poluído e cheio de enxofre, como deve ser o ar do inferno, descrito por Dante Alighieri no seu épico poema “A Divina Comédia”. Veja também: * Motoristas Patetas * Guerra Urbana
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Efeito Estufa: bom ou ruim?
Em boa parte do território brasileiro as temperaturas do ambiente são compatíveis com a agricultura, ainda que os produtos cultivados variem muito de uma região para outra. Em algumas regiões, bem como em países nos quais predominam temperaturas médias anuais mais baixas, alguns cultivos só são possíveis com o uso de estufas. As estufas são estruturas metálicas cobertas de plástico ou filme transparente. O vidro permite a passagem da maior parte da radiação solar visível (ou luz, para simplificar). No entanto, boa parte dessa radiação é transformada em infravermelho pelo solo, plantas e outras estruturas dentro da estufa. Com isso é possível utilizar a energia solar disponível para aquecer o ambiente interno da estufa até temperaturas compatíveis com a vida das plantas que se deseja cultivar.
Clique aqui e assita a um vídeo educacional sobre o efeito estufa.
Um conjunto de fenômenos físicos que permite que a atmosfera terrestre seja aquecida pela radiação solar foi denominado de efeito estufa por sua semelhança com o funcionamento das estufas. Essas semelhanças são, na verdade, superficiais, já que o aquecimento da atmosfera se dá por processos diferentes e mais complexos que o das estufas. No efeito estufa propriamente dito, uma parte do calor vindo da superfície da terra é absorvida pelos gases componentes da atmosfera e posteriormente liberada em todas as direções. A parte liberada em direção à superfície acaba retida no sistema, resultando no aquecimento geral do planeta.
O fenômeno do superaquecimento global é, de fato, um aumento da intensidade do efeito estufa até níveis que os cientistas afirmam serem perigosos para muitos ecossistemas e formas de vida no planeta, bem como para as sociedades humanas em geral. De fato, estudos realizados ao longo das últimas décadas têm mostrado um aumento impressionante da concentração de gases responsáveis pelo efeito estufa na atmosfera terrestre. Esses estudos incluem tanto medições diretas das concentrações de dióxido de carbono na atmosfera, repetidas e feitas em um mesmo local quanto associações dessas medidas a medições indiretas das concentrações de gases estufa na atmosfera. A relação entre o aumento desses gases e consumo de quantidades maciças de combustíveis fosseis (inicialmente o carvão e posteriormente também os derivados do petróleo) e o aumento da atividade industrial no mundo são algumas das evidências mais fortes de que as mudanças na atmosfera (e suas conseqüências) são causadas pelas atividades humanas.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Compense sua pegada de carbono
Qual a participação de cada um no aquecimento global?
Em tempos de mudança climática, calcular a emissão de gases do efeito estufa a chamada pegada ecológica de uma pessoa ou empresa virou um exercício de apelo irresistível. O passo seguinte é saber como compensar o estrago. Uma das formas, segundo especialistas, é o plantio de árvores. Várias empresas se dedicam a calcular a emissão e instruir o cliente a neutralizá-la. A pedido do Planeta, o executivo Eli Coslovski, de 34 anos, solteiro, morador de São Paulo, calculou sua pegada. Saiba como ele chegou ao resultado e o que deve fazer para compensá-la.
1. A calculadora
O primeiro passo é encontrar um meio de calcular a pegada de carbono que use fatores de emissão confiáveis e reconhecidos internacionalmente. O Planeta optou pela calculadora da Keyassociados, que utiliza fatores de instituições como o IPCC, painel da ONU sobre mudança climática, e o GHG, protocolo mundial sobre gases do efeito estufa. A Key, porém, leva em conta fatores locais, como a matriz brasileira de energia elétrica, mais limpa do que a americana e a europeia.
2. O cálculo
Para saber quanto você emite, são computados uso de energia elétrica, gás natural ou de botijão, gasolina, diesel, álcool, GNV, viagens de avião e destinação do lixo. Voos costumam pesar muito no cálculo, seguidos pelo uso de combustível fóssil.
3. Os números
Coslovski dirige todo dia do Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, até o trabalho, no Itaim, zona sul. Roda cerca de 800 quilômetros por ano num carro movido a gasolina. Viaja de avião em média seis vezes ao ano, pelo País e exterior. Gasta 16 metros cúbicos de gás e 140 quilowatts de energia por mês.
4. O resultado
Coslovski emite 10,7 toneladas de carbono por ano. Para compensar isso, foi recomendado o plantio de 43 árvores.
5. Compensando
Com o resultado em mãos, o executivo deve procurar uma instituição apta a realizar o plantio nos padrões exigidos para a neutralização, com monitoramento e manutenção da mudas. A SOS Mata Atlântica vem fazendo esse trabalho desde 2004, em um projeto chamado Florestas do Futuro. A ONG planta espécies nativas do bioma em cinco Estados brasileiros.
6. O plantio
Primeiro a ONG faz uma prospecção da área que receberá as mudas. A melhor época para plantar são os meses de agosto a março. No caso de pessoas físicas, a entidade espera a entrada de vários projetos, para ter volume. Depois, é hora de selecionar espécies para o plantio. A SOS trabalha com 35 viveiros e cada muda plantada sai por R$ 12.
7. A manutenção
As mudas devem ser adubadas para crescer. A manutenção é feita por dois anos, período em que a planta se desenvolve. Depois, a SOS ainda monitora a árvore por três anos. Segundo a Key, a muda capta mais CO2 enquanto cresce. Em 20 anos, espécies como as usadas pela ONG sequestram, em média, 249,6 quilos de carbono cada uma. Ou seja: o cálculo de emissões é anual, mas a compensação pode levar 20 anos.
Que tal começar já?
quarta-feira, 6 de julho de 2011
O banimento equivocado das sacolas plásticas
Por Miguel Bahiense
Com o objetivo de estimular práticas ambientalmente corretas, alguns entes da Federação têm buscado à utilização de sacolas plásticas, alternativas que acabam gerando graves problemas para o próprio meio ambiente, a saúde pública e os consumidores.
Em Belo Horizonte, por exemplo, uma lei que proíbe a distribuição das sacolas pelo varejo a partir de abril está provocando reações adversas. A intenção é incentivar o uso de alternativas como carrinhos, caixas de papelão, sacolas recicladas, sacolas retornáveis (chamadas de ecobags).
Entretanto, alguns supermercados estão repassando o custo que antes assumiam com as sacolas plásticas e passaram a vender sacolas biodegradáveis feitas de amido de milho a R$ 0,19 a unidade.
Evidentemente, os consumidores estão descontentes com o fato de terem que arcar com um custo adicional e, muitas vezes, com o fato de serem obrigados a usar um único tipo de embalagem imposto a eles, sem terem o direito de escolha. Sacolas plásticas são hoje um sinônimo, não apenas de praticidade, mas também de economia. É comprovado que 100% das donas de casa as reutilizam em seu lixo doméstico, deixando de comprar sacos de lixo. Assim pergunto: é justo que o consumidor fique sem a embalagem que escolheu como a mais prática, mais versátil no quesito reutilização e a que gera maior economia?
Outros estabelecimentos de varejo tiram proveito e vendem ecobags sem informar a população sobre a necessidade de limpá-las constantemente para evitar contaminação. Alguns ainda distribuem caixas de papelão sem higienizá-las previamente.
Em Jundiaí, os supermercados tiraram voluntariamente as sacolas plásticas de circulação, porém com os mesmos problemas registrados em Belo Horizonte. Evidentemente, os consumidores que antes tinham nas sacolas plásticas uma alternativa segura de reuso para o acondicionamento dos resíduos domésticos, agora improvisam embalagens frágeis e permeáveis ou simplesmente ressuscitam os anti-higiênicos latões de lixo, com evidentes prejuízos à saúde pública e ao meio ambiente.
A partir de julho, os supermercados do Espírito Santo se comprometeram a substituir as sacolas plásticas por embalagens biodegradáveis ou retornáveis, pressionados por lei estadual sancionada em 2007 ainda em vigor, mas que não foi cumprida pela maioria dos supermercados.
Estes fatos evidenciam o que a presidente Dilma Rousseff, o Ministério do Meio Ambiente, os ecologistas responsáveis e a cadeia produtiva do setor de plásticos vêm afirmando: o Brasil não deve banir as sacolas plásticas, mas sim acabar com o seu desperdício. Sacolas plásticas são impermeáveis, duráveis, econômicas, reutilizáveis e recicláveis. Em muitos casos, apresentam um ciclo de vida com menos emissões de carbono do que embalagens de outros materiais. São aprovadas pela ANVISA para contato com alimentos e ideais para acondicionar o lixo das residências e dos escritórios sem risco ao meio ambiente.
Para reduzir o desperdício de sacolas sem penalizar o consumidor, ajudando na preservação da saúde pública e do meio ambiente, foi criado o Programa de Qualidade e Consumo Responsável das Sacolas Plásticas. Em vigor desde 2008, nestes três anos ele já respondeu pela redução do consumo de 3,9 bilhões de sacolas. Em 2011, deverá resultar em mais 750 milhões de sacolas que deixarão de ser produzidas. Com isso, o percentual de redução de consumo das sacolas chegará a cerca de 26%, próximo da meta de 30% para 2012, estabelecida pelo programa.
Para chegar a esse resultado, a indústria passou a fabricar sacolas mais resistentes. Com isso, não se necessita mais colocar uma sacolinha dentro da outras para transportar produtos mais pesados.
Grandes redes de supermercados aderiram, reduzindo a quantidade de embalagens distribuídas. Paralelamente, uma ampla campanha educacional, com a intensiva utilização das redes sociais, vem sendo desenvolvida para sensibilizar os consumidores a reutilizarem as sacolas ou as remeterem para a reciclagem, responsabilidade que deve ser compartilhada também com o governo e envolver a indústria no que se refere a melhorias nos processos industriais de reciclagem. Atualmente, espalham-se pelos supermercados do país Escolas de Consumo Responsável, mostrando aos que trabalham nos caixas das lojas como orientar os consumidores a não desperdiçarem as sacolinhas.
A outra parte da solução está na implementação de usinas que transformam os resíduos
domésticos em energia, mediante processos totalmente limpos, em que os saquinhos reutilizados para lixo ajudam na combustão, economizando óleo combustível. Estas usinas, além de serem uma nova alternativa para a diversificação da matriz energética brasileira, resolverão o problema da superlotação dos atuais aterros sanitários.
É muito saudável que nasçam articulações entre a indústria, o varejo, o governo e os
consumidores, com o objetivo de tornarmos o mundo ambientalmente mais sustentável. Elas terão pleno sucesso se forem implementadas com diálogo, embasamento técnico e respeito ao cidadão.
(MIGUEL BAHIENSE é engenheiro químico, presidente da Plastivida Instituto Socio-Ambiental dos Plásticos e presidente do Instituto Nacional do Plástico-INP.)
Fonte: plastivida.com.br
terça-feira, 19 de abril de 2011
O cimento que suga gás carbônico
É um prédio, mas ele faz troca de gás carbônico. Igual a uma árvore.
Imagine um prédio que suga carbono do ar enquanto cresce, como se fosse uma árvore. De certa forma, isso já existe. De certa forma porque não é exatamente o prédio que tira gás carbônico da atmosfera, mas um novo processo de fabricação de cimento. A ideia é do biólogo americano Brent Constantz: forrar a chaminé de usinas termelétricas com cálcio. Esse elemento se liga com o CO2, formando carbonato de cálcio. E o carbonato pode ser usado para fazer cimento. Nisso dá pra matar dois coelhos (e salvar uns ursos): você consegue cimento a partir de fumaça e o carbono que iria para a atmosfera acaba nas paredes dos prédios. O sistema já está em testes em uma usina na Califórnia. E vai bem, olha só: 550 toneladas de CO2 sequestradas por dia. 1 100 toneladas de cimento produzidas por dia.
Fonte: super.abril.com.br
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Guerra Urbana
Uma reflexão sobre a guerra urbana no cotidiano das cidades brasileiras.
Viver em sociedade pressupõe, um certo grau de tolerância e respeito ao próximo e, muitas vezes, a subordinação de vontades, desejos e interesses particulares, em nome de uma convivência pacífica.
Infelizmente, não é o que vemos com freqüência em nossas cidades, notadamente, as maiores aqui em nosso país. A busca por uma relativa harmonia fica ainda mais prejudicada quando estão nítidos os gravíssimos problemas de infraestrutura, ou melhor, da falta dela, que potencializam dissabores e momentos de irritação de seus habitantes. Se a isso juntarmos a prepotência e arrogância de alguns que acreditam ter mais direitos que outros, o cenário está aí, montado sobre bases de um cotidiano cercado de batalhas e tensões permanentes.
Basta caminhar alguns metros em uma metrópole como São Paulo para flagrar inúmeros e repetitivos casos de desrespeito ao direito coletivo. São calçadas intransitáveis; lixos espalhados e jogados no chão ao lado de lixeiras; praças com bancos quebrados e monumentos depredados; além de ruas e avenidas mal sinalizadas e iluminadas, entre tantos outros problemas facilmente detectáveis.
Mesmo as pessoas menos propensas a atitudes condenáveis, acabam sendo “contaminadas” pela desordem geral, digo isso, porque não posso imaginar que sejamos todos ou a maioria composta de seres com instintos selvagens dispostos a fazer valer as máximas do “vale-tudo” e do “salve-se quem puder”.
Motoristas ensandecidos
Bem, tenho cá minhas dúvidas quanto a bipolaridade entre médico e monstro que acomete cidadãos ao adentrarem as suas máquinas maravilhosas. O pai carinhoso, o amigo fiel, o vizinho gentil e por aí vai, quando se vê solitário dentro de seu veículo, transforma-se como numa maldição, num maligno dr. Hyde pronto a exibir uma ferocidade a qualquer um que ouse manifestar os mesmos direitos.
Os iguais são rechaçados e fustigados o tempo que durar a viagem e apenas mal tolerados, pois a verdade absoluta está sentada naquele banco de motorista e todos os outros sempre estarão errados. Já aos desiguais, a esses não resta absolutamente nenhuma clemência. Pedestres que façam menção de atravessar na faixa reivindicando esse direito serão agredidos e ameaçados verbalmente, quando não atropelados, para que não restem dúvidas de sua insignificância e inferioridade. Bicicletas, também não poderão ter outro destino, vide o caso de Porto Alegre, cuja ousadia foi punida por, blasfêmia maior, reivindicar melhores condições de mobilidade.
Os motoristas histéricos que buzinam escandalosamente nas situações mais triviais, os que agem em flagrante desrespeito as leis e ainda os que colocam a sua vida e dos outros em risco devem estar, sob domínio de algum surto psicótico e têm usado seus veículos com freqüência cada vez mais assustadora, como arma letal. As autoridades do trânsito, bem como os responsáveis pelos testes para aquisição ou renovação da carteira de habilitação deveriam ter condições de punir e prevenir, alguns desses comportamentos inaceitáveis com a perda da licença para dirigir.
Triste resultado
Infelizmente ainda teremos muitas razões para crer que esse quadro deverá se agravar. Uma pesquisa divulgada no mês passado demonstra o quão longe estamos de uma mudança.
Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), um em cada quatro brasileiros afirma que, pasmem, mesmo que o transporte coletivo fosse eficiente, não deixaria de usar o carro como principal meio de deslocamento diário. Entre as diversas argumentações estão o fato dos entrevistados considerarem o transporte coletivo ruim e ineficiente. Quanto a isso não há o que discutir, até porque 44,3% dos ouvidos pela pesquisa são usuários desse tipo de transporte.
Em geral, o que a pesquisa revela, é a falsa ilusão de que todos os problemas serão resolvidos quando o cidadão adquirir seu carro. Apesar de todos os problemas do trânsito caótico das cidades brasileiras, as pessoas ainda sonham com o transporte individual como se com ele, fosse possível alcançar o nirvana, o paraíso, a felicidade suprema. Ledo engano!
A barbárie do eu sozinho
Uma sociedade se constrói com a busca por soluções sustentáveis em que prevaleçam os interesses coletivos sobre os individuais. Obviamente numa democracia baseada nos pilares da livre iniciativa nos quais estamos inseridos, direitos individuais e de minorias devem ser respeitadas. Mas o que preocupa no atual cenário é a motivação, de uma parte significativa da população, pelo desejo de encontrar caminhos pessoais e particulares.
Por seu lado, as nossas autoridades públicas de olho nos votos e no atendimento a essas solicitações, gastam fortunas com obras viárias sem futuro estimulando o uso do transporte individual. Assim, as cidades vão sendo ocupadas, rasgadas e desfiguradas, para, ao invés de servir como espaço de convivência agradável para seus habitantes, transformar-se em vias congestionadas e cada vez mais estressantes e violentas.
Para que tenhamos qualidade de vida no futuro é preciso urgentemente frear esse processo insano e contraproducente. Construir as bases para uma cidade que priorize a implementação de políticas e investimentos de planejamento urbano garantindo a todos direitos iguais de acesso, mobilidade e de uso dos equipamentos e espaços públicos. Ações do poder público que não visem reduzir as enormes desigualdades e que não trilhem o caminho do desenvolvimento sustentável devem ser colocadas em segundo plano ou mesmo descartadas.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/uma-reflexao-sobre-a-guerra-urbana-no-cotidiano-das-cidades-brasileiras-3
terça-feira, 5 de abril de 2011
Motoristas "Patetas"
O que acontece quando o automóvel passa a dominar a vida de um homem? Mais do que um simples meio de transporte, os carros se transformaram em símbolo de status e poder e fez com que muita gente esquecesse sua real função – nos levar de um local a outro. Nessa animação clássica dos Estúdios Walt Disney, o personagem do Sr. Walker se transforma ao entrar no carro e nos faz refletir sobre nossa relação com esse veículo e sobre o que podemos fazer para transformar essa realidade.
Os carros dominaram não apenas as ruas, mas também as vidas das pessoas. Notícias sobre mortes causadas por brigas de trânsito e motoristas infratores surgem todos os dias nas capas dos jornais. Além dos riscos à saúde e à própria vida, se pararmos para contabilizar o tempo e o dinheiro gastos todos os meses com prestações, combustível, manutenção, impostos e mais uma série de custos, percebemos o quanto dos nossos investimentos são dedicados a esse meio de transporte.
Para completar, eles são responsáveis por 70% de toda a poluição dos grandes centros urbanos, por quilômetros de engarrafamentos, pelo aumento dos níveis de stress da população e pela morte milhares de pessoas anualmente, seja por acidentes ou por doenças causadas pela fumaça dos escapamentos. Apesar da aparente praticidade que esses veículos podem proporcionar, esses fatores têm tornado o carro cada dia menos atrativo.
O carro significa mais de 90% das emissões pessoais de quem usa automóvel como principal meio de deslocamento. Você está disposto a investir em meios alternativos de transporte para reduzir as suas emissões de CO2?
Pense nisso!
sábado, 26 de março de 2011
Créditos de Carbono
Créditos de carbono ou Redução Certificada de Emissões (RCE) são certificados emitidos para um agente que reduziu a sua emissão de gases do efeito estufa (GEE).
Por convenção, uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) corresponde a um crédito de carbono. Este crédito pode ser negociado no mercado internacional. E é o que faz o município de Nova Iguaçu (RJ), pois teve o primeiro projeto registrado no mundo, de acordo com o Protocolo de Kyoto. Veja na reportagem exibida pela TV Brasil.
A redução da emissão de outros gases, igualmente geradores do efeito estufa, também pode ser convertida em créditos de carbono, utilizando-se o conceito de Carbono Equivalente.
Comprar créditos de carbono no mercado corresponde aproximadamente a comprar uma permissão para emitir GEE. O preço dessa permissão, negociado no mercado, deve ser necessariamente inferior ao da multa que o emissor deveria pagar ao poder público, por emitir GEE. Para o emissor, portanto, comprar créditos de carbono no mercado significa, na prática, obter um desconto sobre a multa devida.
Acordos internacionais como o Protocolo de Kyoto determinam uma cota máxima de GEE que os países desenvolvidos podem emitir. Os países, por sua vez, criam leis que restringem as emissões de GEE. Assim, aqueles países ou indústrias que não conseguem atingir as metas de reduções de emissões, tornam-se compradores de créditos de carbono. Por outro lado, aquelas indústrias que conseguiram diminuir suas emissões abaixo das cotas determinadas, podem vender, a preços de mercado, o excedente de "redução de emissão" ou "permissão de emissão" no mercado nacional ou internacional.
Os países desenvolvidos podem estimular a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa (GEE) em países em desenvolvimento através do mercado de carbono, quando adquirem créditos de carbono provenientes destes últimos.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Hora do Planeta 2011
Sábado, dia 26 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes para ver um mundo melhor.
A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é um ato simbólico no qual todos são convidados a mostrar sua preocupação com o aquecimento global. É uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas.
Durante a Hora do Planeta, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global.
Em 2010, a Hora do Planeta foi um sucesso absoluto, com recordes estabelecidos no mundo e no Brasil. Globalmente, 105 nações, 4.211 cidades e 56 capitais nacionais aderiram. Já no Brasil, mais de três mil empresas, 579 organizações, três governos e 98 prefeituras participaram do movimento simbólico de alerta contra o aquecimento global e em favor da conservação de ecossistemas terrestres e aquáticos.
Junte-se a este movimento! Visite o site www.horadoplaneta.org.br e veja como participar!
sábado, 5 de junho de 2010
Dia Mundial do Meio Ambiente

5 de junho: Dia Mundial do Meio Ambiente
O Planeta chega ao Dia Mundial do Meio Ambiente em momento crítico. É preciso agir e agir agora, para minimizar os impactos da sociedade de hoje sobre as futuras gerações.
A consciência ambiental e a conservação da natureza devem ser exercitadas não só pela sociedade, mas também por cada um de nós em nosso cotidiano. Ao fazer nossa parte em casa, no trabalho e mobilizando as pessoas que nos são próximas, estamos colaborando para um planeta mais saudável.
Faça sua parte para a conservação da natureza e o desenvolvimento sustentável. Pequenos gestos fazem uma grande diferença!
Saiba mais em www.wwf.org.br
domingo, 14 de março de 2010
Hora do Planeta 2010

WWF Brasil - Além de capitais, cidades menores apoiam
Participe da Hora do Planeta 2010. Em 27 de março, apague as luzes entre 20:30 e 21:30 h. Junte-se a 1 bilhão de pessoas no mundo contra o aquecimento glogal.




