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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O que é colesterol?

Colesterol é uma substância gordurosa encontrada naturalmente no seu corpo. Ele tem o papel vital de manter cada célula do corpo funcionado adequadamente. Entretanto, o acúmulo de colesterol no sangue pode aumentar o risco de doenças do coração.

Colesterol ‘bom’ e colesterol ‘ruim’

O colesterol é transportado pelo corpo por proteínas. Essa combinação é chamada lipoproteína. Há dois tipos principais de lipoproteínas (‘colesterol’): HDL e LDL.
  •  Lipoproteína de alta-densidade (HDL) é boa para o seu coração. Ela carrega colesterol das suas artérias para o seu rim, onde é eliminada.
  •  Lipoproteína de baixa-densidade (LDL) é ruim para o seu coração. Ela carrega colesterol do seu rim para seus tecidos do corpo. Se houver muito LDL, ou colesterol 'ruim' no seu corpo, ele pode se acumular nas células e nas artérias.

Colesterol e saúde do coração

Uma das causas principais do colesterol sanguíneo elevado é comer muita gordura saturada. Depósitos de gordura (LDL) se acumulam nas suas artérias, fazendo com que o espaço livre em seu interior diminua. Isso coloca pressão no seu coração e torna mais difícil bombear sangue pelo seu corpo, aumentando o risco de doença arterial coronariana, que é a causa número um de mortes ao redor do mundo. A boa notícia, no entanto, é que pequenas mudanças em sua alimentação e estilo de vida muitas vezes é tudo o que você precisa para manter seu colesterol em um nível adequado, ou para reduzi-lo se já estiver elevado.

Saiba o número do seu colesterol

Saber quais são os valores de HDL e LDL é o primeiro passo para um estilo de vida mais saudável para o coração. Você pode descobrir quais são os seus valores ao fazer um exame de sangue simples, que pode ser feito em laboratórios após a solicitação de seu médico ou nutricionista.

Quais são os níveis saudáveis de colesterol?

De acordo com a IV Diretriz Brasileira sobre dislipidemias, recomenda-se que o LDL-colesterol* seja menor do que 130 mg/dl, enquanto o HDL-colesterol deve ser maior do que 40 mg/dL para homens e maior do que 50 mg/dL para mulheres. Já o colesterol total, não deve ultrapassar 200 mg/dl para pessoas que não possuem outras condições, como hipertensão ou diabetes.

Outras causas de colesterol elevado?

Comer muita gordura saturada é uma das principais causas do colesterol elevado, apesar de que há vários outros fatores que podem afetar os níveis de colesterol no sangue:
  • Condições hereditárias tais como Hiperlipidemia Familiar (condição onde as gorduras do sangue estão em níveis alterados).
  • Fumo
  • Idade
  • Diabetes
  • Etnia
  • Importante: sempre consulte seu médico e/ou nutricionista para um atendimento individualizado.

Ateroma

Ateromas são placas, compostas especialmente de lipídeos e tecido fibroso, que se formam na parede dos vasos. Acumulam-se progressivamente no vaso, podendo chegar a obstrução total do mesmo e, possivelmente, ocasionando isquemias teciduais.

Os ateromas são a manifestação de ateroesclerose (não confundir com arteriosclerose).

Fontes: becel.com.br e wikipedia.org


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Adultos obesos que eram obesos na adolescência

A obesidade, como já sabemos, traz uma infinidade de riscos à saúde, mas agora um grande estudo mostra que adultos obesos que eram obesos na adolescência têm um risco muito maior de desenvolver problemas de saúde adversos, incluindo função renal anormal, asma e dificuldade para caminhar. 
Os resultados do estudo, realizado por pesquisadores do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati e da Universidade de Pittsburgh, foram publicados na revista Pediatrics. Para os pesquisadores, o risco de desenvolver problemas de saúde vai muito além da doença cardíaca e do diabetes. E alertam: alguns adolescentes obesos provavelmente terão redução no tempo de vida.
O estudo envolveu 1.502 adultos com obesidade grave, entre 19 e 76 anos, todos matriculados na Avaliação Longitudinal de Cirurgia Bariátrica -2 (LABS -2), que é um estudo de longo prazo com mais de 2.400 pessoas, a fim de examinar os riscos e benefícios da cirurgia em adultos. O estudo é financiado pelo National Institutes of Health. 
Obesidade severa é caracterizada por um índice de massa corporal (IMC) de 35 ou mais.
Após relatar altura e peso aos 18 anos, os participantes do estudo foram avaliados para condições médicas relacionadas com a obesidade. 
Dos adultos no estudo, 42% tinham peso na faixa normal aos 18 anos, enquanto 29 % foram considerados obesas e 13 % foram considerados com obesidade grave. Os pesquisadores dizem que 96% dos participantes tiveram pelo menos uma condição médica, como um adulto, relacionada com a obesidade. 
A equipe descobriu que a obesidade na adolescência foi associada a um maior risco de problemas de saúde na idade adulta, tendo em conta a mudança no IMC desde a adolescência. 
Os participantes que eram severamente obesos, quando adolescentes, eram quatro vezes mais propensos a ter pernas inchadas e úlceras de pele do que aqueles que estavam em um peso normal durante a adolescência. 
Eles também tiveram aumentada a probabilidade, em mais de três vezes, de ter limitações ao andar e comprometimento da função renal anormal. Além disso, entre o grupo que era obeso na adolescência foi verificada uma maior propensão de desenvolver síndrome do ovário policístico, asma, diabetes e apnéia obstrutiva do sono, em comparação com aqueles que estavam com peso normal na adolescência. 
Os pesquisadores se preocupam com o aumento no número de crianças com obesidade grave, que continua a aumentar. "É importante que os pediatras informem as famílias sobre os problemas de saúde em curto e longo prazo vinculados a este ganho de peso", alertam.
Para eles, os resultados ressaltam a importância de intervenções em crianças para prevenir a progressão da obesidade na adolescência e idade adulta jovem.




quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O veneno está na mesa



O Brasil é o líder do ranking mundial de consumo de agrotóxicos. O uso excessivo dos agrotóxicos está diretamente relacionado à atual política agrícola do país, adotada desde a década de 1960. Com o avanço do agronegócio, cresce um modelo de produção que concentra a terra e utiliza altas quantidades de venenos para garantir a produção em escala industrial. O campo passou por uma “modernização” que impulsionou o aumento da produção, no entanto de forma extremamente dependente do uso dos pacotes agroquímicos (adubos, sementes melhoradas e venenos). Assim, mais de um milhão de toneladas de venenos foram jogados nas lavouras somente em 2010, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola. 

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), na última safra foram comercializados mais de 7 bilhões de dólares em agrotóxicos. Todo este mercado está concentrado em apenas seis grandes empresas transnacionais, que controlam mais de 80% do mercado dos venenos. São elas: Monsanto; Syngenta; Bayer; Dupont; DowAgrosciens e Basf. Nesse quadro, os agrotóxicos já ocupam o quarto lugar no ranking de intoxicações. Ficam atrás apenas dos medicamentos, acidentes com animais peçonhentos e produtos de limpeza. 

Os ingredientes ativos presentes nos agrotóxicos podem causar esterilidade masculina, formação de cataratas, evidências de mutagenicidade, reações alérgicas, distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares, no sistema imunológico e no sistema endócrino, ou seja, na produção de hormônios, desenvolvimento de câncer, dentre outros agravos à saúde. O uso de agrotóxicos está deixando de ser uma questão relacionada especificamente à produção agrícola e se transformando em um problema de saúde pública e preservação da natureza. 

Veja mais em contraosagrotoxicos.org

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Comer verduras e fazer exercício altera o DNA

Novos estudos revelam que a boa alimentação e os hábitos saudáveis são ainda mais importantes do que se imaginava - porque têm o poder de ligar ou desligar os genes humanos.

Todo mundo sabe que fazer exercícios e comer verduras faz bem. Mas novos estudos estão revelando que esses hábitos são ainda mais poderosos do que se imagina: eles podem mudar o seu DNA, alterando o funcionamento dos genes.

A prova disso surgiu em um estudo realizado por cientistas da Universidade de McGill, no Canadá. Eles acompanharam 27 mil pessoas que possuíam o gene 9p21 -que aumenta o risco de doenças cardíacas. Nos voluntários que consumiram uma dieta rica em vegetais, esse gene parou de funcionar. Isso acontece porque o microRNA, molécula presente no material genético das plantas, interage com o DNA humano - tendo o poder de ativar ou desativar nossos genes. "Além dos nutrientes das plantas, também estamos comendo informações que podem regular nosso material genético", diz o líder do estudo, o bioquímico Chen-Yu Zhang, da Universidade de Nanjing, na China.

Já a atividade física é capaz de mexer com o DNA dos músculos. Quando você se exercita, entram em ação enzimas que alteram o funcionamento dos genes dos músculos. "Elas reprogramam o tecido para que ele queime gordura e açúcar de forma mais eficiente", diz a cientista Juleen Zierath, do Instituto Karolinska, na Suécia. Em ambos os casos, as alterações são temporárias. Se você parar de se exercitar ou comer verduras, seus genes voltam ao estado anterior. A chave da vida saudável está programada no seu código genético - mas também depende de bons hábitos no dia-a-dia.

Fonte: Revista Superinteressante - Junho/2012

Assuntos relacionados:

* Saúde é o que interessa
* Exercício físico faz bem ao cérebro

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A relação entre obesidade e riqueza no mundo

O mundo está ficando maior e mais obeso. Vídeo da BBC explica por que o aumento de peso se tornou um problema ao redor do planeta.



Governos de países emergentes estão sendo impelidos a adotar medidas para combater o avanço da obesidade, que atingiu níveis alarmantes em economias em rápido crescimento nas últimas três décadas.

Dados inéditos da Organização Mundial de Saúde (OMS) obtidos com exclusividade pela BBC Brasil confirmam que, assim como o rápido crescimento do PIB (Produto Interno Bruno), o sobrepeso e a obesidade dispararam em países como China, Índia, África do Sul, Brasil e México.

Conhecidos no passado por dificuldade em alimentar suas populações, estes países hoje se debatem com problemas de natureza oposta - em um fenômeno que especialistas chamam de "dupla carga".

"A forma com que calculamos o desenvolvimento econômico é simplesmente uma medida do quanto consumimos - então o quanto mais você consume, mais rico você é... e é claro que isso é ruim para ganho de peso", disse à BBC Brasil SV Subramanian, professor de Saúde da População e Geografia da Universidade de Harvard.

No mês que vem, líderes mundiais se encontrarão na primeira cúpula de alto nível da ONU sobre doenças não-transmissíveis, que incluem obesidade, e serão exortados a adotar medidas de controle e regulamentação sobre a indústria alimentícia, assim como sistemas para identificar potenciais complicações de saúde em estágio inicial.

Epidemia de obesidade

A prevalência da obesidade aumentou em países emergentes de forma muito mais rápida que a renda, e mais rápida do que em países desenvolvidos, ao longo das três últimas décadas.

Na China, estima-se que 100 milhões de pessoas sejam obesas, comparado a 18 milhões em 2005.

No Brasil a obesidade cresce mais rapidamente entre as crianças. Cerac de 16% dos meninos e 12% das meninas com idades entre 5 e 9 anos são hoje obesas no país, quatro vezes mais do que há 20 anos.

Um em cada sete adultos mexicanos está acima do peso, proporção que fica atrás apenas dos EUA entre as principais economias do mundo.

A África do Sul, por sua vez, tem um índice de obesidade mais alto que o dos EUA - com um PIB que é um oitavo do americano.

"Vimos um aumento dramático nos níveis de obesidade em países emergentes, e este índice parece estar crescendo mais rapidamente e em meio a níveis mais baixos de PIB do que na Europa ou nos EUA há 20 ou 30 anos", disse Tim Lobstein, da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade (Iaso).

Embora especialistas vejam uma clara relação entre o aumento da obesidade e o crescimento da riqueza, há outros fatores para o crescimento tão rápido.

O primeiro relatório da OMS sobre doenças não-transmissíveis, publicado em 2010, afirma que não apenas a obesidade, mas também outras "epidemias" como diabetes, câncer e doenças cardiorespiratórias e cardiovasculares, estão relacionadas a mudanças da vida contemporânea.

"Doenças não-transmissíveis são causadas, em grande parte, por fatores de risco comportamentais que são relacionados a transição econômicas, urbanização rápida e estilos de vida típicos do século XXI: consumo de tabaco, dieta insalubre, atividade física insuficiente e consumo abusivo de álcool", diz o relatório.

Fonte: www.bbc.co.uk/portuguese

Assuntos relacionados:

• Obesidade. Principal fator de risco para o câncer de mama
• Jantar em família previne obesidade
• Açúcar faz tão mal quanto álcool e cigarro

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Açúcar faz tão mal quanto álcool e cigarro

O consumo de açúcar pode ser tão prejudicial quanto o abuso de álcool e cigarro, segundo artigo publicado por médicos na revista científica “Nature” nesta quarta-feira (1º). Isso porque a ingestão excessiva de sacarose e frutose, que triplicou no mundo nos últimos 50 anos, está ligada ao surgimento de doenças crônicas não-contagiosas, como diabetes, câncer e problemas cardíacos.

Em setembro do ano passado, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que, pela primeira vez na história, as doenças crônicas não-transmissíveis representam um ônus maior para a saúde pública mundial que as doenças infecciosas.

Esses males já são responsáveis pela morte de 35 milhões de pessoas por ano, segundo as Nações Unidas – 80% em países pobres ou em desenvolvimento, onde refrigerantes são muitas vezes mais baratos que água potável ou leite.

Em geral, o álcool e o cigarro são regulados pelos governos como forma de proteger a saúde da população, mas não há controle sobre a alimentação. Segundo os autores do artigo, Robert Lustig, Laura Schmidt e Claire Brindis, a regulação das autoridades deveria incluir o aumento de impostos sobre produtos industrializados acrescidos de açúcar (como refrigerantes, sucos, achocolatados e cereais), a limitação de vendas no horário escolar e em ambientes de trabalho e a imposição de limites de idade para a compra.

Mas essas regras são mais complicadas, de acordo com os pesquisadores, pois os alimentos são considerados bens essenciais, ao contrário do álcool e do tabaco.

Atualmente, há no planeta 30% mais indivíduos obesos que desnutridos, de acordo com os médicos. E a dieta ocidental, com muitos alimentos processados, tem contribuído para essas crescentes taxas. Apenas 20% dos obesos têm um metabolismo e uma vida normais – os demais sofrem com problemas como hipertensão, diabetes, apneia do sono, gordura no fígado e disfunções ortopédicas ou articulares.

As autoridades de saúde costumam considerar o açúcar como "calorias vazias", mas evidências científicas mostram que sacarose e frutose demais podem desengatilhar processos tóxicos no fígado ou reações capazes de causar uma série de doenças crônicas.

Controle do açúcar pelo mundo

Segundo os autores do artigo na "Nature", EUA e Europa ainda veem a gordura e o sal como os grandes vilões da alimentação, mas a atenção deve começar a se voltar para os produtos com adição de açúcar (moléculas de frutose acrecidas em comidas processadas).

Em outubro do ano passado, a Dinamarca optou por taxar alimentos ricos em gordura saturada, apesar de a maioria dos médicos não acreditar mais que essa substância seja a principal culpada pela obesidade. Agora, o país considera tributar os doces.

Outras nações europeias e o Canadá tentam impor pequenos impostos sobre alimentos adoçados. E os EUA já consideram taxar o refrigerante – um cidadão americano consome em média 216 litros por ano, dos quais 58% contêm açúcar.

A cidade de São Francisco, na Califórnia, proibiu recentemente a inclusão de brinquedos oferecidos em refeições fast-food. Outro limite possível para proteger as crianças seria proibir comerciais sobre produtos com adição de açúcar, destacaram os autores.

Assuntos relacionados:

* Açucar também pode causar dependência
* Uma hora depois do refri
* Saúde é o que interessa!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Tatuagens e Piercings – Origem e Significados

Conhecida como “Body Modification“, a prática de fazer modificações no corpo tem atraído a muitos, principalmente jovens e adolescentes. Aplicações com ferro quente, desenhos feitos com bisturi, implantes, bifurcação da língua, a variedade é grande… Um pouco menos radical e bem mais comum entre a galera, está o uso de piercings e tattoos.

Origem

Usar a pele para tatuar imagens e introduzir adornos é um costume que vem de civilizações muito antigas. Achados arqueológicos (alguns com mais de 4 mil anos) comprovam seu uso em várias culturas primitivas, como Egito, Índia, Nepal, Malásia, Tailândia, Maia, Asteca, Nova Zelândia, etc…

A popularização de tais práticas nos grandes centros urbanos advém dos anos 70, com os punks na Inglaterra e o movimento gay nos EUA. A moda chegou ao Brasil com força total na década de 80, primeiramente entre as “tribos” do underground e culturas alternativas, se disseminando entre artistas e roqueiros, espalhando-se depois entre as mais diversas camadas sociais tornando-se um símbolo pop.

Significados Diversos

A origem dos piercings e tatuagens está ligada a costumes de muitas civilizações antigas, e possuem vários significados de acordo com cada época e cultura.

No Egito, piercings no umbigo eram identificadores de realeza e beleza. Os Maias usavam tatuagens e piercings por motivos religiosos, estéticos e também para inibir os inimigos. No oriente (China, Japão), a tatuagem era uma espécie de homenagem a uma determinada divindade. No Império Romano, os escravos eram tatuados como sinal de senhorio. Entre os hebreus perfurar a orelha simbolizava um pacto de escravidão (Ex 21.6). Em várias culturas antigas, a tatuagem era feita por feiticeiros, como parte de rituais de passagem ou de cultos pagãos, crendo que sangue que saía das feridas levava consigo os espíritos malignos.

Mais recentemente, na Europa do séc. XVII, a tatuagem passou a ser usada pelos marujos como um talismã, distinguindo-os dos demais. No Holocausto, nazistas tatuavam os prisioneiros judeus para ofenderem sua fé e dignidade. Em algumas regiões da Europa e também nas Américas, era comum as prostitutas levarem uma marca de seus cafetões, como um atestado de propriedade. Já os membros da máfia japonesa Yakuza tatuavam grande parte do corpo como prova de coragem e de fidelidade à gangue.

Nas últimas décadas popularizou-se o uso de tatuagens por presidiários, que tatuam o corpo com marcas que revelam sua personalidade, exibem o delito que cometeu, diferenciam a facção à qual pertencem ou ainda servem como uma espécie de código, com alguma mensagem oculta.

Nos dias de hoje, em nossa sociedade, a grande maioria dos adeptos de tais adornos, o faz por motivos estéticos ou culturais. Alguns o querem como adorno por ser simplesmente bonito e atraente, outros por simbolizar sua adesão a determinada “tribo” ou ideologia, outros encaram como uma expressão de princípios e valores pessoais e há também quem os veja como uma espécie de fetiche.

Vale lembrar ainda que, embora a tatuagem possa ser retirada por um cirurgião plástico, o procedimento não é tão simples quanto se pensa. Uma vez feita, a remoção é difícil, e quase sempre se for eliminada, deixará uma cicatriz na pele. Então evite tatuar nomes de namorados ou de qualquer outra coisa que depois, possa vir a se arrepender. Além disso, não se esqueça que esta mesma tatuagem continuará em seu corpo quando você tiver 50, 60 ou 80 anos de idade.

Fonte: ejesus.com.br

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Quer parar de fumar?

O que você ganha parando de fumar

A pessoa que fuma fica dependente da nicotina. Considerada uma droga bastante poderosa, a nicotina atua no sistema nervoso central como a cocaína, heroína, álcool, com uma diferença: chega ao cérebro em apenas 7 a 19 segundos. É normal, portanto, que, ao parar de fumar, os primeiros dias sem cigarros sejam os mais difíceis, porém as dificuldades tendem a ser menores a cada dia.

As estatísticas revelam que os fumantes comparados aos não fumantes apresentam um risco

• 10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão
• 5 vezes maior de sofrer infarto
• 5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar
• 2 vezes maior de sofrer derrame cerebral

Se parar de fumar agora...

• após 20 minutos sua pressão sangüínea e a pulsação voltam ao normal
• após 2 horas não há mais nicotina no seu sangue
• após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza
• após 2 dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar já degusta a comida melhor
• após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação sanguínea melhora
• após 10 anos o risco de sofrer infarto do coração será igual ao de quem nunca fumou, e o risco de desenvolver câncer de pulmão cai à metade.
• após 20 anos o risco de desenvolver câncer de pulmão será quase igual ao de quem nunca fumou.

Clique aqui e veja o passo-a-passo para deixar de fumar.

Quanto mais cedo você PARAR DE FUMAR menor o risco de adoecer. Quem NÃO fuma aproveita MAIS a vida!

Assuntos relacionados:

* Tabagismo Passivo
* Dia Mundial sem Tabaco

Fonte: inca.gov.br

sábado, 22 de setembro de 2012

Dia Mundial Sem Carro

O Dia Mundial Sem Carro (dia 22 de setembro) é um movimento que começou em algumas cidades da Europa nos últimos anos do século 20, e desde então vem se espalhando pelo mundo, ganhando a cada edição mais adesões nos cinco continentes. Trata-se de um manifesto/reflexão sobre os gigantescos problemas causados pelo uso intenso de automóveis como forma de deslocamento, sobretudo nos grandes centros urbanos.

Os automóveis são os grandes responsáveis pela poluição nas cidades. Portanto, quanto menos combustível for consumido, menos poluentes serão emitidos, amenizando o impacto do uso do carro tanto na saúde das pessoas quanto no ambiente.

A cada quilômetro rodado, um automóvel lança no ar 430 gramas de dióxido de carbono (CO2), um dos gases do efeito estufa, e 2 gramas de monóxido de carbono (CO), gás que reduz a capacidade do sangue de transportar oxigênio. Ao evitar rodar 20 km por semana, é possível deixar de emitir por ano cerca de 440 kg de dióxido de carbono na atmosfera. A poluição do ar, que tem os carros como principais responsáveis, provoca a morte de 3 milhões de pessoas por ano no mundo.

Veja também:

• O Diesel do Inferno
• Motoristas Patetas
• Guerra Urbana

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Uma pilha pode contaminar o solo por cerca de 50 anos

Alguns objetos muito comuns no dia-a-dia doméstico têm, em sua composição, elementos químicos considerados perigosos, como mercúrio, cádmio, níquel, zinco, manganês e chumbo. Esses materiais estão nas lâmpadas fluorescentes, pilhas, tintas, restos de produtos de limpeza, embalagens de aerossóis – coisas sem as quais não conseguimos viver – e podem causar grandes estragos no meio ambiente e na saúde humana, caso não sejam descartados apropriadamente.

No Brasil, são produzidas aproximadamente 800 milhões de pilhas comuns por ano. Cada uma tem o poder de contaminar o solo por cerca de 50 anos. Nem todos os tipos de pilhas e baterias apresentam o mesmo risco ambiental, mas lançá-las ao lixo comum é um erro recorrente. E grave.

As pilhas e baterias em maior número no mercado são as não-recarregáveis de zinco-carbono, com baixos teores de mercúrio. São aquelas pequenas, que você usa no controle remoto ou no relógio de parede. As recarregáveis do tipo níquel-cádmio, assim como as baterias de carros, são de alto risco ambiental.

O mercúrio é considerado o elemento mais tóxico para o homem e grandes animais, podendo causar, dentre outras coisas, perda de memória, alterações de metabolismo, irritações a pele e danos ao sistema respiratório. O chumbo, também encontrado em tintas (como essas usadas em sinalização de trânsito), inseticidas e vidros, também causa perda de memória, dores de cabeça, distúrbios digestivos e tremores musculares. Os dois componentes também são usados na fabricação das lâmpadas fluorescentes. Por isso, é importante não descartá-las no lixo comum.

Os componentes tóxicos que contaminam o solo e a água chegam a animais e vegetais de regiões próximas e, pela cadeia alimentar, atingem a nós, seres humanos. Muitos resíduos contaminam por meio de inalação e pela pele, além de serem “cumulativos”, ou seja, continuam no organismo mesmo depois de anos.

O que fazer?

O importante é buscar o descarte correto para esses materiais em postos especiais de coleta em supermercados, estabelecimentos comerciais e redes de assistência técnica.

Saiba quais são as novas maneiras de usar, descartar, transportar e reciclar esses materiais que entraram em vigor no início de setembro. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

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* O Diesel do Inferno

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Semana Nacional de Trânsito

Com o tema “Não Exceda a Velocidade, Preserve a Vida”, o Departamento de Trânsito abre, nesta terça-feira (18), a Semana Nacional de Trânsito (SNT) 2012.

Participarão da SNT vários órgãos e entidades públicas e privadas que apresentarão palestras educativas, exposições, programas e projetos que vão estimular a reflexão sobre comportamentos adequados pelos usuários das vias públicas, com o objetivo de tornar o trânsito mais seguro.

A programação também inclui a apresentação de peças de teatro, blitzes educativas de trânsito, ações educativas nos bares da cidade, oficinas de atualização de legislação de trânsito, passeios ciclístico e motociclístico, palestras sobre o combate ao uso de drogas, etc.

No Detran do DF, para educar e animar a criançada – e também os adultos – haverá espaços com jogos educativos de trânsito, minicidade, brincadeiras com o jogotran e girotran, mesinhas de pinturas e desenhos, cineminha de trânsito, intervenções lúdicas com bonecos da família Detran, além de aeronaves, viaturas do Detran, da PM e do Corpo de Bombeiros.

Clique aqui e veja a programação completa das ações relacionadas à Semana Nacional de Trânsito nos estados do Brasil.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Exercício físico faz bem ao cérebro

Você no sofá pode não acreditar, mas fazer exercício é tão bom para o cérebro que até camundongos preferem se mexer a ficar parados. Nós, humanos, não somos diferentes. Quando conseguimos vencer a preguiça e encontramos um exercício prazeroso, gostamos tanto que sentimos falta dele.

A atividade física, quando é desejada, ativa o sistema de recompensa. Por isso, gostamos do exercício.

Gostar de atividade física é muito útil para animais, como nós, que precisam se mexer para sobreviver, mesmo que o esforço exigido nos dias de hoje não se compare ao de nossos antepassados para conseguir o jantar.

A neurociência aprendeu, nos últimos anos, que exercício físico é um excelente tratamento para o cérebro, por pelo menos cinco razões.

Primeiro: quem faz exercícios físicos regularmente tem um risco menor de sofrer pequenos e grandes acidentes vasculares cerebrais, que colocam a mente e a vida em perigo. Isso acontece, porque o exercício melhora a saúde cardiovascular, o que beneficia também a irrigação sangüínea do cérebro.

Segunda razão: além de estimular o sistema de recompensa, o que nos deixa satisfeitos e até eufóricos durante o esforço, o exercício faz o cérebro produzir prolactina, um hormônio que tem ação calmante, e endorfinas, que colaboram para o aumento do prazer e ainda reduzem a dor.

A razão número três é que, ao usar os músculos, o exercício dá fim a toda aquela tensão acumulada. O corpo, finalmente, relaxa e isso acalma também o cérebro. Por isso, o jogo de bola ou a academia no fim do dia é desestressante.

Quatro: o exercício faz aumentar a atividade do sistema nervoso parassimpático, aquele que promove a digestão e o crescimento, protege o coração, e ainda age como um freio contra o estresse, a longo prazo.

Mas a grande novidade mesmo é a quinta razão. O exercício físico favorece algo que, até recentemente, se achava impossível: o nascimento de neurônios novos no cérebro, mais precisamente no hipocampo.

Durante o exercício, o fígado produz uma substância que cai no sangue, entra no cérebro e faz o hipocampo produzir outra substância, o BNDF, que estimula o nascimento de neurônios.

O hipocampo é responsável pela formação de memórias novas. O exercício, ao aumentar o número de neurônios novos, melhora a nossa memória.

Recapitulando: o exercício protege o cérebro de acidentes vasculares, aplaca a dor, alivia a tensão do corpo e acalma o cérebro, desestressa a curto e a longo prazos, melhora a memória e ainda dá prazer.

Então? Que tal começar a se exercitar?

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Música pra quê?

Depois de trabalhar com Joni Mitchel e a banda Grateful Dead, o produtor Daniel Levitin resolveu tentar responder a essa pergunta. Hoje, ele é professor da McGill University, em Montreal, e uma referência mundial em termos de percepção e cognição da música.

Em seu livro This Is Your Brain On Music (“Este é o Seu Cérebro Com a Música”, sem versão em português) Levitin explica que a música atua no cérebro de uma forma muito parecida com comida e sexo – e, assim como eles, também é muito útil.

Som é um fenômeno psicológico. As canções ativam o lobo frontal, produzem dopamina e atuam no cerebelo, que é capaz de se sincronizar no ritmo da música – o que provoca prazer.

Todos os povos, de todas as culturas, de todos os tempos nos últimos 36 mil anos, fazem e ouvem música. Além de reforçar a coesão social, ela desenvolve a capacidade cognitiva. “Para um cérebro, a música é uma brincadeira”, diz o autor.

This Is Your Brain on Music: The Science of a Human Obsession (Daniel Levitin. Editora Dutton, EUA, 2006)

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* Música Protege o Cérebro
* Orquestra Sinfônica
* O Cérebro e os Padrões Musicais

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O diesel do inferno

O que todos suspeitávamos há décadas e décadas foi finalmente confirmado por autoridades. A fumaça do escapamento de motores a diesel é um agente causador de câncer, afirmou no dia (12/06/2012) um grupo de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O grupo de estudos concluiu que a fumaça de escapamento é responsável por casos de câncer de pulmão e pode, também, causar tumores na bexiga. (Ver na íntegra). Mas sinto te informar que essa não é a pior notícia. Veja por quê, no texto abaixo, do escritor Célio Pezza:

O DIESEL DO INFERNO

O inferno sempre foi mostrado como sendo um local de sofrimentos, muito quente e cheio de enxofre no ar. Modernamente, seria como um local fechado e cheio de caminhões brasileiros desregulados e soltando pelo escapamento aquela conhecida fumaça escura e cheia de enxofre. Por que caminhões brasileiros? Pela simples razão de que o Brasil é um dos países que consome o pior diesel do mundo em termos de enxofre contido.

O enxofre é um dos maiores poluentes da atmosfera e causador da chuva ácida, que tanto mal faz ao meio ambiente. Quando o então presidente Collor falou que os carros brasileiros eram carroças, ele se esqueceu de dizer que os combustíveis também eram condizentes com as carroças. Infelizmente, após mais de 20 anos, muito pouco mudou neste cenário.

A Europa, o Japão e muitos outros países utilizam um diesel com 10 ppm (partes por milhão) de enxofre. Nos EUA, o limite é 15 ppm. Aqui no Brasil, é fabricado diesel com 1.800-2.000 ppm para a frota em geral e 500 ppm para consumo somente em algumas cidades onde a poluição é crítica. Em 2002, o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) determinou que fosse utilizado um diesel com 50 ppm a partir de 2009. Quando o prazo se esgotou, a ANP (Agencia Nacional de Petróleo), a Petrobrás e as montadoras, disseram ser impossível cumprir a determinação. Ela acabou sendo adiada e até hoje não foi cumprida.

Agora, neste início de 2012, voltam a falar sobre os projetos de produção de um diesel mais limpo, com 50 ppm de enxofre, como sendo um grande avanço, quando na Europa já se fala em 5 ppm. Em outras palavras, o nosso diesel atual é 200 vezes mais poluente que o diesel europeu e as determinações do Conama vão sendo descumpridas e adiadas. Os nossos carros são mais caros, de pior qualidade, utilizam motores obsoletos em seus países de origem, consomem mais combustível e poluem muito mais. Como explicar isto?

Certa vez, quando questionado sobre os altos preços dos seus carros no Brasil, o presidente da Peugeot argumentou: por que a Louis Vuitton deveria baixar os preços de suas bolsas no Brasil? Um executivo da Mercedes-Benz foi mais taxativo: por que baixar o preço se o consumidor paga? Da mesma forma, por que fazer um diesel de melhor qualidade, se o consumidor usa qualquer coisa? Em contrapartida, respiramos um ar mais poluído e cheio de enxofre, como deve ser o ar do inferno, descrito por Dante Alighieri no seu épico poema “A Divina Comédia”.

Veja também:

* Motoristas Patetas
* Guerra Urbana

sábado, 24 de setembro de 2011

Tabagismo Passivo


Define-se tabagismo passivo como a inalação da fumaça de derivados do tabaco (cigarro, charuto, cigarrilhas, cachimbo e outros produtores de fumaça) por indivíduos não-fumantes, que convivem com fumantes em ambientes fechados. A fumaça dos derivados do tabaco em ambientes fechados é denominada poluição tabagística ambiental (PTA) e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), torna-se ainda mais grave em ambientes fechados. O tabagismo passivo é a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subseqüente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool (IARC, 1987; Surgeon General, 1986; Glantz, 1995).

O ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono, e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.

A absorção da fumaça do cigarro por aqueles que convivem em ambientes fechados com fumantes causa:

1 - Em adultos não-fumantes:

• Maior risco de doença por causa do tabagismo, proporcionalmente ao tempo de exposição à fumaça;

• Um risco 30% maior de câncer de pulmão e 24% maior de infarto do coração do que os não-fumantes que não se expõem.

2 - Em crianças:

• Maior freqüência de resfriados e infecções do ouvido médio;

• Risco maior de doenças respiratórias como pneumonia, bronquites e exarcebação da asma.

3 - Em bebês:

• Um risco 5 vezes maior de morrerem subitamente sem uma causa aparente (Síndrome da Morte Súbita Infantil);

• Maior risco de doenças pulmonares até 1 ano de idade, proporcionalmente ao número de fumantes em casa.

Fumantes passivos também sofrem os efeitos imediatos da poluição tabagística ambiental, tais como, irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, cefaléia, aumento de problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias e aumento dos problemas cardíacos, principalmente elevação da pressão arterial e angina (dor no peito). Outros efeitos a médio e longo prazo são a redução da capacidade funcional respiratória (o quanto o pulmão é capaz de exercer a sua função), aumento do risco de ter aterosclerose e aumento do número de infecções respiratórias em crianças.

Os dois componentes principais da poluição tabagística ambiental (PTA) são a fumaça exalada pelo fumante (corrente primária) e a fumaça que sai da ponta do cigarro (corrente secundária). Sendo, esta última o principal componente da PTA, pois em 96% do tempo total da queima dos derivados do tabaco ela é formada. Porém, algumas substâncias, como nicotina, monóxido de carbono, amônia, benzeno, nitrosaminas e outros carcinógenos podem ser encontradas em quantidades mais elevadas. Isto porque não são filtradas e devido ao fato de que os cigarros queimam em baixa temperatura, tornando a combustão incompleta (IARC, 1987). Em uma análise feita pelo INCA, em 1996, em cinco marcas de cigarros comercializados no Brasil, verificou-se níveis duas 2 vezes maiores de alcatrão, 4,5 vezes maiores de nicotina e 3,7 vezes maiores de monóxido de carbono na fumaça que sai da ponta do cigarro do que na fumaça exalada pelo fumante. Os níveis de amônia na corrente secundária chegaram a ser 791 vezes superior que na corrente primária. A amônia alcaliniza a fumaça do cigarro, contribuindo assim para uma maior absorção de nicotina pelos fumantes, tornando-os mais dependentes da droga e é, também, o principal componente irritante da fumaça do tabaco (Ministério da Saúde, 1996).

Avanços na Atualidade

Tanto no avanço do conhecimento por parte da população sobre os malefícios do tabagismo em geral e em especial, da fumaça ambiental do tabaco em locais fechados como na criação de legislação local que proíbe totalmente o fumo nestes ambientes, o Brasil, país de dimensões continentais, já apresenta resultados positivos. Sete estados e 23 municípios brasileiros já entenderam a importância da adoção de ambientes 100% livres da fumaça do tabaco e aprovaram legislações próprias, aperfeiçoando a Lei Federal 9.294/96 e implementando ambientes públicos e privados 100% livres da poluição tabagística ambiental. Para tal, contaram com o apoio das secretarias estaduais e municipais de saúde além da população, promovendo assim, políticas públicas saudáveis. Com a adoção de medidas desta natureza, estados e municípios contribuem para a elevação da qualidade de vida da população brasileira e para redução dos custos decorrentes das doenças crônicas tabaco-relacionadas que, apesar de altamente evitáveis, hoje sobrecarregam todo o sistema de saúde do país. O número de óbitos anuais (2.655), ocasionados pela exposição ao fumo passivo poderia ser evitado pela prevenção desta exposição. Além disso, o gasto do Sistema Único de Saúde com o tratamento destes não-fumantes que morrem todo ano no Brasil em conseqüência de doenças provocadas pelo tabagismo passivo não chegaria a pelo menos R$ 19,15 milhões anuais.

Atualmente, as legislações locais de promoção de ambientes 100% livres de fumo têm sido questionadas judicialmente, sob o argumento da inconstitucionalidade. Na esfera federal, observa-se o retardo da votação do Projeto de Lei 315/08 que visa proibir nacionalmente o ato de fumar em recintos coletivos fechados. Organizações dos setores de alimentação, hotelaria e entretenimento vêm realizando um forte lobby junto aos parlamentares federais para que a medida não seja aprovada. A justificativa é um possível impacto da proibição de fumar em bares e restaurantes sobre a clientela e o lucro destes estabelecimentos, que não se verificou em nenhum país, estado ou município que já implementou a medida.

Fonte: http://www.inca.gov.br/tabagismo/frameset.asp?item=passivo&link=tabagismo.htm

terça-feira, 19 de julho de 2011

Operação Sorriso no Rio de Janeiro



De 08 a 16 de agosto, a ONG Operação Sorriso do Brasil (OSB) realizará cerca de 120 cirurgias corretivas gratuitas em crianças portadoras de fissuras lábio palatinas (conhecidas também como lábio lascado ou goela de lobo), no Rio de Janeiro.

A triagem acontecerá nos dias 08 e 09 de agosto, no CTAC-RJ- Centro de Anomalias Craniofaciais (Av. Marechal Rondon, 381, São Francisco Xavier) e as cirurgias serão realizadas entre os dias 11 e 16 de agosto, no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Boulevard 28 de Setembro, 77, Vila Isabel). Não é necessário fazer pré-inscrição para pleitear a cirurgia, apenas comparecer ao hospital nos dias indicados. Pacientes que residem fora do município, ao se apresentarem na triagem, receberão hospedagem para ele e mais um familiar, transporte e alimentação sem custo. O programa também fará o tratamento pós-operatório dos pacientes operados em 2009.

Estão envolvidos nesse projeto de forma voluntária profissionais não médicos, cirurgiões plásticos, enfermeiros, anestesiologistas, psicólogos, ortodontistas, fonoaudiólogos, pediatras e geneticistas, além da Associação Acadêmica da Operação Sorriso (OSCA). Em todo o mundo, o reconhecido trabalho da ONG é desenvolvido de forma muito criteriosa, com avaliações, cirurgias e acompanhamento pós-operatório. Por esse motivo, para o programa do Rio de Janeiro, a OSB contará com 80 profissionais e trabalhará em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Estado da Saúde e Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, o Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais (CTAC), o Rio Solidário, Marinha do Brasil, o Instituto da Criança, a Colgate Palmolive, a rede Accor e a Ethicon.

Os interessados em participar podem preencher cadastro no site www.operacaosorriso.org.br.

Os pacientes que não forem contemplados durante o programa deste ano serão devidamente avaliados e cadastrados tanto para tratamento em futuros programas da Operação Sorriso, quanto para atendimento na rede hospitalar local.

sábado, 28 de maio de 2011

Jantar em família previne obesidade

Fazer ao menos 3 refeições por semana com os pais diminui a taxa de distúrbios alimentares nas crianças.

O estudo Is Frequency of Shared Family Meals Related to the Nutritional Health of Children and Adolescents? acompanhou os hábitos alimentares de 182.836 crianças e jovens com idades entre 2,8 anos e 17,3 anos e constatou redução de 12% em sobrepeso no grupo acostumado a almoçar ou jantar com a família. Apontou também um consumo 20% menor de alimentos ricos em calorias e a diminuição de 35% no desenvolvimento de distúrbios alimentares.

"Sentar à mesa para fazer as refeições pode fazer muita diferença na vida de uma pessoa", afirma o professor livre docente de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Rubens Feferbaum. No Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Infantil Sabará, onde o nutrólogo também trabalha, a recomendação que costuma passar aos pacientes é para que tenham disciplina com os horários das refeições. "Essa coisa de comer de qualquer jeito e em qualquer lugar pode levar a alguns distúrbios nutricionais", observa.

Na opinião de Feferbaum, não há uma receita de refeição ideal para crianças, jovens ou adultos. "Alimentação adequada é aquela que segue a tradição da casa", garante. "Comer carnes, legumes, verduras, raízes e frutas é uma necessidade do organismo para processar os macro e os micronutrientes. Essa variedade é que é importante."

Além de trazer benefícios nutricionais, a refeição com os pais, garantem os especialistas, também favorece a saúde emocional das crianças e os vínculos familiares. O hábito saudável de reunir a família ao redor de uma mesa para se alimentar, conversar sobre o dia de cada um e dar boas risadas ficou perdido no passado na maior parte dos lares brasileiros.

Fonte: estadao.com.br

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Estamos sendo enganados

Falta de informações em rótulo de alimentos pode ser prejudicial à saúde.


Essa reportagem foi exibida no dia 15 de abril pelo "Bom Dia Brasil" da Rede Globo: A pesquisa da Vigilância Sanitária de Minas Gerais alerta que nem tudo o que está no produto consta na etiqueta. O excesso de sódio é um dos problemas mais preocupantes.

E agora, em quem confiar?